24 de janeiro de 2017

O Substituto (2011)

Fonte: Divulgação
Dirigido por Tony Kaye, estreou nos Estados Unidos em 2011, mas só chegou no Brasil em 2013, sem passar pelas telas dos cinemas e indo direto para as locadoras.
O título brasileiro não faz muito jus ao original, “Detachment”, que traduzido é algo como “distanciamento” ou “indiferença”, que é o que o professor substituto Henry Barthes (Adrien Brody) tenta sentir com suas turmas, não se apegar a eles, não criar nenhum vínculo, é justamente por isso que ele escolheu ser professor substituto, porque é passageiro. Por outro lado, acho que o título “O Substituto”, caí bem. Em ambos os nomes, sabe-se que se refere ao professor, só que o primeiro de uma forma mais subjetiva.

21 de janeiro de 2017

Traços- Eduardo Cilto


Os personagens principais deste livro são adolescentes, que estão no ensino médio e moram em uma cidadezinha do interior.
Matheus, reservado, sempre preferiu ficar na sua e não frequentar as festas da escola, mas isso muda quando sua melhor amiga Beatriz o convida para lhe fazer companhia na festa junina. Ele vai, mais motivado pelo sentimento que nutre pela garota do que pela vontade de ir na festa em si. As coisas saem um pouco de seu controle quando, depois da festa, ele e Beatriz, resolvem ir para a casa da namorada de uma amigo deles, a fim dela realizar um ritual para descobrir o futuro de Beatriz. Depois dessa noite, com as supostas revelações, a garota coloca na cabeça que ela tem que ir atrás de seu destino que é ir encontrar em São Paulo um youtuber famoso chamado Garoto Diferente, que fala sobre sentimentos em seu canal e  ídolo de muitas adolescentes. Mas como ela só tem dezessete anos e seus pais jamais autorizariam tal viagem, ela resolve fugir, mas não sozinha. Ela chama Matheus para irem juntos. O garoto, a princípio, tem um pouco mais de juízo do que a amiga e recusa o convite, mas depois de um desentendimento com os pais, resolve acompanhar Beatriz na fuga para a cidade grande.

17 de janeiro de 2017

A vadia- Gislaine Oliveira


O livro "A Vadia", é uma publicação independente da autora Gislaine Oliveira. Atualmente está sendo vendido na Amazon,  mas é provável que em breve também tenha a versão impressa.
O que chama atenção logo de cara, certamente é o título, porque a palavra que dá nome ao título, muitas vezes é usada de forma ofensiva contra mulheres, mas nesse livro a autora mostra que ser vadia, de repente, pode não ser algo negativo, dependendo do ponto de vista.

9 de janeiro de 2017

#Desafio12MesesLiterários


Este desafio foi criado pela Ana Paula, do blog Entre Chocolates e Músicas e pela Kah Fernandes, do Books and Carpe Diem.
Consiste em lermos um livro do gênero escolhido para cada mês, resenharmos e trocarmos nossas impressões de leituras no grupo criado no Facebook.
Para saber mais sobre o desafio, veja a postagem original de uma das criadoras aqui.
Aqui estão os livros que escolhi para cada mês. Me digam se já leram ou se querem ler algum deles.

7 de janeiro de 2017

Mar Grande- Geferson Santana


Mar Grande- As águas que corre para a Baía de Todos os Santos é o romance de estreia do jovem autor, Geferson Santana, publicado pela editora Multifoco. O livro será lançado oficialmente dia 18/02, no restaurante Baian'a Point, às 15h.

Lito, o personagem principal, é uma criança que mora em Beira Mar, um distrito da cidade de Maragogipe, no Recôncavo baiano. Filho de pescador, deseja seguir os mesmos passos do pai, que é contra por querer que o filho estude para ter uma profissão que dê dinheiro, para que seu destino não seja viver na mesma pobreza como ele e sua esposa vivem.

A construção de uma usina hidrelétrica afetou muito a pesca na região e consequentemente a economia local, que é majoritariamente movimentada pela pescaria, de modo que os moradores tiveram que procurar por outras formas de trabalho. As mulheres, marisqueiras e ceramistas, atividades tradicionais, se veem na necessidade de executar trabalhos domésticos nas casas dos mais ricos, muitas vezes para ganhar menos do que o merecido.

Sensível como Lito é, quando não está brincando com seus amigos, aproveita para escrever poesias. Curioso, faz perguntas e aprende muito com sua avó sobre a história da região em que vive, imerso numa realidade em que as religiões de matriz africana se fazem presentes na vida e nas narrativas.

Nesse livro, o autor traz questões que são caras à cultura local, faz uma crítica social ao expor a realidade de pessoas que ainda são exploradas, chama atenção para o tema da sexualidade, que ainda é tabu nas comunidades ribeirinhas, de modo que o final deixa no ar uma curiosidade instigante.

A narrativa segue uma linha de prosa poética com uma leveza que chega a mexer com os sentidos de quem lê. É como se sentíssemos o toque das águas, o cheiro das comidas ou aquela sensação de plenitude quando aprendemos algo novo.
É uma leitura importante para abrir os olhos para o novo, para o outro e outras realidades.
Fica a minha indicação de que mergulhem nesse Mar Grande.

Ficou interessado pelo livro? Compre pela site da editora clicando aqui.
Adicione também na sua estante do Skoob clicando aqui.

31 de dezembro de 2016

Livros lidos em 2016

Já é tradição aqui no blog fazer uma lista com todos os livros que li durante o ano. Encerro 2016 satisfeita com a quantidade de livros lidos, uma vez que li mais que os dois últimos anos, mas é claro que prezo sempre a qualidade das leituras e não a quantidade das mesmas.
 Apesar das autoras mulheres não terem sido maioria, estiveram em grande número nas minhas leituras e isso só tende a aumentar, principalmente porque comecei a participar do clube de leitura Leia Mulheres SP. Também teve bastante diversidade quanto a nacionalidade. Tivemos por aqui Índia, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, México, Uruguai, França, Itália e claro, muitos livros nacionais.
Para o ano de 2017, quero fazer um recorte maior de gênero, raça e nacionalidade.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...